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Aspásia Camargo apoia movimento ambientalista na Zona Oeste PDF Imprimir E-mail
Qua, 15 de Agosto de 2012 21:31

Com uma agenda de campanha dedicada aos jovens, Aspásia Camargo, candidata a prefeita do Rio pelo PV, compareceu ao ato público organizado por estudantes e moradores de Campo Grande que defendem as árvores centenárias ameaçadas de serem derrubadas para a construção do BRT.

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“Progresso não significa derrubar árvore para desenvolver. O desenvolvimento agora é sustentável. Campo Grande tem poucas árvores. Como podem derrubá-las?”, questionou a candidata verde, que tem a sustentabilidade como base de seu programa de governo.

Aspásia lembrou que o movimento ambiental brasileiro surgiu em 1972, com um grupo de jovens lutando contra a derrubada de uma árvore no Rio Grande do Sul. “Atitude semelhante acontece agora envolvendo uma escola. Não podemos permitir a invasão da área útil de um colégio, que deveria ser nossa prioridade, para passar ônibus. Isso é absurdo”, apontou a candidata verde, em apoio ao movimento.

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Segundo organizadores do ato, os alunos do Colégio Nossa Senhora do Rosário - que perderá uma parte de sua área útil para o BRT, essas árvores estão saudáveis e não oferecem nenhum perigo à população. Eles contaram que são árvores gêmeas, de ocorrência rara. Paulo Areal, candidato a vereador da região pelo PV, também participou da manifestação. "Em frente, há uma loja de automóveis com uma larga calçada que a usa como estacionamento. Porque não usam aquela calçada para o BRT?", indagou Areal.

"A Zona Oeste sofre de temperatura elevada por conta de desmatamentos. Temos uma responsabilidade muito grande com os 300 mil moradores de Campo Grande. O bairro tem que ser protegido e o seu patrimônio ambiental preservado”, declarou Aspásia. Segundo ela, é preciso combinar o progresso da cidade e projetos como o BRT, com a proteção ambiental. “A Secretaria de Obras não pode decidir sozinha. Ela tem que ouvir a Secretaria de Meio Ambiente", sugeriu. O estudante Rodrigo Gonçalves, de 14 anos, disse que os alunos aguardam parecer da Prefeitura, que ainda não se manifestou. Ao final do ato, os participantes deram um abraço coletivo nas árvores e anunciaram que estão dispostos a se colocar em frente a elas, caso a Prefeitura tente cortá-las.

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