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Aspásia Camargo é deputada estadual pelo Partido Verde (PV) do Rio de Janeiro. É ainda professora da UERJ e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas. Foi a primeira mulher a presidir a Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisas em Ciências Sociais (ANPOCS).

 

 

Nasceu em Realengo, no subúrbio carioca, no mês de fevereiro. Aquariana irrequieta percorreu o Brasil e mundo. Como intelectual respeitada, teve a oportunidade, desde a juventude, de defender e trabalhar por grandes transformações e reformas sociais que marcam o nosso tempo. 

Aspásia Brasileira Alcântara Camargo é filha do militar cearense, José Brasileiro Alcântara, e de Norma Alcântara. Formou-se em 1964 em Ciências Socias pela UFRJ e em 1966, aos 23 anos, se tornou assistente do professor Cândido Mendes na PUC-RJ. 

 
Vê as diferentes regiões do Estado como um cenário de belezas e oportunidades, mas muito abandonado e esquecido. Defende a descentralização política e administrativa de nosso Estado e planos de desenvolvimento integrado, sustentável e participativo para realizar as vocações de cada região.

Professora universitária desde os 23 anos, socióloga e historiadora, Aspásia inicia sua participação na vida pública como líder estudantil, defendendo a Reforma Agrária e Educação Universitária para Todos. Na Universidade de Paris, fez seu doutorado com o professor Alain Touraine, de quem foi assistente, estudando e acompanhando de perto o Movimento de Maio de 1968.

O movimento verde surgiu nesta época de grandes liberdades, junto com o feminismo, o movimento antinuclear e a defesa das minorias. Nascia ali a sociedade movida pelas novas tecnologias da informação e da comunicação em rede. É esta Sociedade do Conhecimento que precisa chegar mais depressa ao nosso Estado do Rio de Janeiro!

De volta ao Brasil, Aspásia criou o CPDOC- Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas, que preserva a memória política brasileira. Participa de inúmeras instituições de interesse público e organizou fóruns sobre a redemocratização e questões políticas e sociais necessárias à implantação de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil e para o Rio de Janeiro.

Depois de uma rica experiência no Ministério do Meio Ambiente, onde criou a Agenda 21 e a Comissão Brasileira de Desenvolvimento Sustentável, ajudou a aprovar a lei dos Recursos Hídricos e dos Crimes Ambientais, Aspásia entrou para o Partido Verde.

Em 2002 foi candidata a governadora do Estado do Rio de Janeiro. Em 2004 elegeu-se pela primeira vez vereadora da cidade do Rio de Janeiro. Foi reeleita em 2008 com ampla votação como reconhecimento de seu trabalho. 

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