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O paradoxo educacional

  • Dom, 29 de Dezembro de 2013 23:50
  • Enquanto o Rio Como Vamos acusa melhoria na educação, a percepção da população não acompanha os fatos. Por quê será? Duas graves restrições: a falta de ensino profissionalizante (e de ensino médio) para os jovens e falta de professor na sala de aula. Há um déficit de 57%.

    O fato é que nossos adolescentes estão cada vez mais abandonados. Tornam-se chefes de família prematuramente, não terminam os estudos e nem se profissionalizam. As jovens engravidam antes da hora e o desemprego é maior para moças e rapazes. Isso é insustentabilidade pura. Os mais velhos estão se dando melhor e os jovens, ferrados.

    Segundo a pesquisa do Rio como vamos, o crescimento do número de adolescentes, com 19 anos ou menos, responsáveis por domicílio é preocupante. Em 2000, eles eram 9.230, e, em 2010, passaram a ser 24.461. Muitos desses jovens deixam de estudar para trabalhar e sustentar suas famílias.

    Como vocês sabem, o desenvolvimento sustentável foi definido como a capacidade de satisfazer as necessidades atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras para satisfazerem as suas próprias necessidades. Portanto, o mundo deve ficar igual ou melhor do que aquele habitado pelas gerações passadas.

    Não é o que está acontecendo. Pelo contrário. No mundo inteiro, os jovens são sempre os mais afetados. A crise é maior para quem está iniciando o caminho. Essa é a razão maior dos protestos, porque o mundo ficou mais cruel e injusto e quem paga é a juventude.

    O paradoxo educacional