• PDF
  • Imprimir

120 anos de Ipanema

  • Dom, 27 de Abril de 2014 21:56
  • imagetom-Ipanema

    Meu marido Tom confidenciou ao jornal O Globo segredos do bairro, que ele conhece como ninguém!

    E no aniversário de 120 anos de Ipanema, o presente quem ganhou fui eu, ao ver meu querido marido Tom, o mais carismático ipanemense, contando segredos de um bairro que ele conhece como ninguém ao jornal O Globo.

    Ele não para de lembrar coisas pitorescas sobre o passado do bairro. As lembranças começam pelas areias límpidas rangendo sob os pés que quebravam os torrões e dos quais fugiam tatuis, marias da toca e baratinhas, sinais da vida pulsante que ali existia. Hoje, nossa areia está morta e suja... Na água, víamos cardumes de peixes e os botos que, sem nenhuma cerimônia, ficavam muito próximos da área de arrebentação. Na Rua Teixeira de Melo, pasmem, Tom lembrou do bonde que vinha do Centro e fazia o retorno. Em algumas ocasiões, estranhamente, sem o motorneiro, que deixava o veículo fazer a volta sozinho, para tomar um cafezinho no botequim.

    E quem não se lembra dos famosos Jangadeiros e Zeppelin, lugares de artistas, jovens, sambistas e boêmios! E a quantidade de cinemas que havia por aqui? Cine Ipanema, Pirajá, Astória, PAX, e o famoso Teatro de Bolso, criado por Maurício Sherman. Não poderíamos esquecer do Castelinho! E, sobretudo, do espírito comunitário de um lugar onde todos se cumprimentavam e onde classe média e comunidades do Cantagalo e do Pavão viviam em harmonia, criando, inclusive, sinceros laços de amizade - como bons e assíduos freqüentadores da praia, é claro! O Juscelino, que ainda perambula por aí, que o diga.

    Hoje, o bairro coleciona ruas com vocação comercial, grande movimentação, poluição visível, entra tantas outras mazelas. O "clima esfriou", é verdade. Mas ninguém pode negar que Ipanema continua um charme!

    120 anos de Ipanema