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Minirreforma administrativa do setor público é votada na Alerj

  • Sex, 27 de Junho de 2014 09:19
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    Cerca de 40 intervenções beneficiaram categorias como saúde, educação, cultura e planejamento.

    Amigos, o Poder Legislativo exerce uma função que quase ninguém vê: a do aperfeiçoamento das mensagens enviadas pelo Executivo, em benefício da sociedade, como seus legítimos representantes.

    Foi o que aconteceu nesses últimos dez dias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando nós, deputados, estivemos intensamente dedicados a corrigir as inúmeras distorções para com o funcionalismo público do Estado do Rio ao longo de vários anos, fruto da negligência de Governos injustos e empobrecidos. Fechamos um primeiro período de estudo e contribuições (com emendas, etc), na manhã desta quarta-feira, depois de quase 20 horas totais de negociações no Colégio de Líderes da Alerj. O resultado foi uma minireforma administrativa, com cerca de 40 intervenções que beneficiaram principalmente categorias estratégicas, como saúde, educação, cultura, planejamento.
    Nós votamos, negociamos, brigamos e conseguimos avanços importantes em favor das categorias.

    Saúde: aumento no adicional de insalubridade (de R$30,00 para R$100). Incorporação total das gratificações a um salário que era de fome (R$150,00) e agora subiu substancialmente (R$1050).

    Cultura: aumento salarial de 35% para os funcionários da Funarj, com antecipação das quatro parcelas do reajuste, previstas inicialmente, para três e com redução de prazos: serão13% de reajuste agora em julho, 10% em janeiro e o resto dos 35% em setembro de 2015.

    Educação: conseguimos 9% de aumento para a categoria em contraposição aos 7% propostos pelo Governo.

    UENF: 19% de aumento para toda a área técnica da universidade.

    Planejamento: novos gestores públicos e com salários melhores integram a secretaria de Planejamento, uma vitória administrativa histórica para o Estado do Rio.

    E o que falta? Muita coisa! Mas quero fazer um registro especial em favor dos professores da Uerj, os quais apoio e represento, e que vêm convivendo com sérias distorções salariais. As negociações ficaram para a volta do recesso. Mas estou com vocês e pretendo continuar brigando.

    As ruas reivindicam mudanças. Não há como haver mudanças nas políticas sem investimentos em recursos humanos e no próprio setor administrativo. Essa reforma foi um alívio. Mas está longe de ser o suficiente para nos satisfazer e nos deixar tranquilos. A verdadeira reforma do estado brasileiro ainda não aconteceu!

    Minirreforma administrativa do setor público é votada na Alerj