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Aspásia: ousadia e planejamento para revitalizar a Avenida Brasil

  • Sáb, 11 de Agosto de 2012 03:54
  • A candidata do PV pretende criar Secretaria de Planejamento Estratégico para a cidade.

    sindu
    Em encontro com empresários da construção civil, na manhã desta sexta-feira (dia 10), na sede do Sinduscon-Rio, a candidata do PV à Prefeitura do Rio, Aspásia Camargo, apresentou seu programa de governo, que tem como prioridade o desenvolvimento sustentável da cidade. Após receber as propostas do setor das mãos do presidente do sindicato, Roberto Kauffmann, a candidata apontou a necessidade de ousadia e planejamento para revitalizar áreas degradadas da cidade, como a Avenida Brasil.

    “Por que não podemos ter um projeto de revitalização da Avenida Brasil, a exemplo do que está sendo feito na zona portuária, com o Porto Maravilha?”, questionou ela, demonstrando apoio às propostas do Sinduscon-Rio para a região. Para Aspásia, é necessário implantar um projeto que atenda à Av. Brasil de ponta a ponta. “Devemos lutar por uma autoridade que invista de forma estratégica naquela área”, reforçou a candidata verde, propondo a criação de uma secretaria de planejamento estratégico.

    Segundo ela, o município vive um processo de decadência institucional e perdeu sua capacidade de planejar. “Atualmente, se planeja a prefeitura e não a cidade. Isso acontece porque não há uma secretaria com esse foco. A Secretaria de urbanismo virou um banco de licenças de fiscalização”, criticou. Aspásia citou o exemplo do bairro de Inhaúma, onde esteve esta semana, que foi cortado pela linha do metrô e não tem viaduto, provocando um desastre na vida dos moradores.

    Ela sugeriu que a nova secretaria estabeleça um audacioso panorama das intervenções. “Tanto importante quanto fazer obras é dar utilidade a elas e fazer a manutenção. O que prefiro, construir uma UPA ou preservar o Salgado Filho, no Méier?”, exemplificou. Em relação à mobilidade urbana, ela lembrou que o teto de 250 mil passageiros/dia do BRT já estourou. “Para a Av. Brasil precisamos pensar em trilhos, que é mais rápido e mais robusto que o BRT”, sugeriu.

    Para Aspásia, é preciso mudar a cultura anti-empresarial e anti-construção civil fixada hoje no Rio de Janeiro. “Nenhuma cidade se desenvolve sem esses dois setores”, ressaltou, alertando para a necessidade de oferecer aos empresários, oportunidades de investimento em todas as regiões da cidade. “Um novo plano diretor se faz necessário para criar áreas estratégicas, de interesse social, em todos os bairros, com a construção de casas populares para a população que receba até seis salários-mínimos”, defendeu. “Precisamos da construção civil forte, com incentivos que permitam investimentos em pré-moldados e em soluções tecnológicas. Temos de mudar a legislação de forma que a população seja beneficiada e que façamos um desenvolvimento sustentável. E esse setor da economia é fundamental nesse processo”, destacou.

    Ao final, a candidata citou a necessidade de se criar os Pólos de Desenvolvimento Sustentável (PAD’s), projeto apresentado por ela na Câmara dos Vereadores. “Devemos criar PADs em toda a cidade. Esses pólos serão referências urbanísticas, que vão permitir a revitalização de todos os bairros, inclusive com a instalação de pólos de serviço em cada um deles, como o Poupa-Tempo, que elimina muito da burocracia estatal”. E completou: “temos de pensar na cidade com parcerias e inteligência. Para isso precisamos ter, ao lado da Prefeitura, as universidades e os empresários. Quem pensar diferente disso não vai se desenvolver, muito menos de maneira sustentável”.

    Aspásia: ousadia e planejamento para revitalizar a Avenida Brasil