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Sabatinada na FGV, Aspásia propõe uma nova forma de governar o Rio

  • Sex, 17 de Agosto de 2012 16:05
  • A candidata do PV a prefeita do Rio, Aspásia Camargo, participou na tarde desta sexta-feira (17 de agosto) de sabatina na FGV, promovida pelo movimento Meu Rio.

    aspafgv

    Aspásia apresentou seu programa de governo e respondeu perguntas feitas por estudantes da instituição, jornalistas e internautas. A candidata defendeu uma nova maneira de governar a partir das demandas do século XXI: “não quero perpetuar as velhas práticas políticas, nem agarrar a utopias passadas que não respondem aos desafios da realidade de hoje”, explicou.

    O programa do Partido Verde propõe planejar a cidade sob a ótica da sustentabilidade. “Essa é uma tarefa factível e mais barata do que um teleférico de 800 milhões, em uma cidade com hospitais sem médicos e mães sem creches”, afirmou a candidata verde, queixando-se da falta de planejamento. “Como pode uma cidade como o Rio não ter uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo?”, indagou ela, que pretende investir em novas vocações econômicas para a cidade, como a indústria criativa e a economia verde. Segundo Aspásia, o Rio ainda está ligado à velha economia do petróleo, que gera bons empregos fadados a acabar em breve. “Temos que investir na qualidade dos empregos e na formação dos nossos jovens. Vamos criar condições pra que os empregos se voltem pra cá, sem ter que ir para São Paulo”, prometeu.

    A candidata levantou a bandeira da educação em tempo integral, destacando o modelo de uma das melhores escolas do Rio, o Ciep Glauber Rocha, na Pavuna, onde esteve na quarta, 15 de agosto. Para a saúde, propôs a municipalização da gestão da rede pública, com plano de carreira e melhores salários para os médicos. Quando tratou do saneamento básico, tema prioritário em sua campanha, lembrou dos bilhões de reais jogados fora com o programa de despoluição da Baía de Guanabara, que continua recebendo esgoto  sem tratamento. Para ela, o legado olímpico para as Lagoas da Barra e Jacarepaguá, onde obras estão transformando os rios em canais de esgoto, não pode ser chamado de legado. Aspásia também apresentou propostas para regularização fundiária na cidade, realização de coleta seletiva e reciclagem em grande escala, e integração da cultura da cidade com a natureza.

    Durante a sabatina, Aspásia respondeu perguntas sobre financiamento público de campanha – sugerindo as contribuições individuais; legado olímpico – levantando a importância da economia e da cultura do esporte; trânsito – defendendo o investimento em trilhos; saneamento – propondo a municipalização da Cedae; reforma urbana – chamando atenção para a necessidade de recuperar áreas decadentes, como a Avenida Brasil e casarios do Centro, através da infraestrutura verde; ofertas em regiões carentes – apontando a criação de PADS – Polos de Atração e Investimento em Desenvolvimento Sustentável aproveitando centros comerciais já existentes.

    A candidata verde encerrou sua participação alertando que a cidade vive um momento de oportunidades, com recursos em caixa, mas isso não conforta ninguém, pois países que viveram essa euforia se decepcionaram. “Não gostaria que minha cidade se perdesse em utopias irrealizáveis e perdesse o rumo. Precisamos mudar a visão do que uma cidade precisa. Dias maravilhosos de olimpíadas não trazem sustentabilidade, nem garantem um futuro sólido. Precisamos implantar uma nova maneira de governar”, finalizou Aspásia.

    Sabatinada na FGV, Aspásia propõe uma nova forma de governar o Rio