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O Rio de Janeiro precisa de uma agência metropolitana para ontem!

  • Qua, 29 de Agosto de 2012 13:05
  • Desenvolvimentismo sustentável, governança e planejamento participativo são estratégias da candidata Aspásia Camargo (PV-RJ) para integrar a cidade.

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    Em palestra no Sindicato de Engenheiros e Arquitetos do Estado do RJ (SEAERJ), a candidata do PV a prefeita do Rio, Aspásia Camargo, propôs, nesta quarta (29 de agosto), a criação de uma Agência Metropolitana, pautada pelo desenvolvimento sustentável, participação e governança, para integrar o Grande Rio.

    Para Aspásia, a criação desta agência, que visa diminuir as desigualdades entre o Rio e os municípios vizinhos, seria uma responsabilidade do governo do Estado, mas o prefeito da capital deve ter papel ativo nessa articulação, dialogando com os demais. “A cidade não pode resolver seus problemas sozinha”, concluiu. Citando o artigo 43 da constituição, que prevê a intervenção da União na diminuição das desigualdades sociais regionais, a candidata sugeriu que essa agência seja apoiada pelo governo federal, com seus bancos e estruturas de financiamento, devido à falta de recursos e estrutura administrativa do governo estadual.

    ‘“Somos a pior Região Metropolitana entre as grandes cidades brasileiras: a mais lenta no transporte, a mais desigual na distribuição de renda e a mais discriminada”, apontou a candidata, para quem a cidade real é o Grande Rio. Segundo Aspásia, “é arrogante e alienado não sermos generosos com nossos vizinhos, que tem direito de usufruir de serviços que estão funcionando”.

    Aspásia alertou para a falta de organização espacial da cidade e para a confusa estrutura de administração municipal. “Temos 15 critérios diferentes para organizar espacialmente a cidade, 150 bairros, 5 regiões de planejamento, 34 regiões administrativas e 15 coordenações para essas regiões. Ninguém consegue se entender nessa barafunda de recortes”, destacou.

    O planejamento participativo, primeiro ponto de seu plano de governo, foi colocado como instrumento indispensável para governar a cidade. “Em caminhada na Abolição, vi que os moradores estão tão insatisfeitos por não serem consultados sobre as intervenções realizadas no bairro”, contou. Para ela, o atual plano diretor foi realizado sem um diagnóstico adequado. “Precisamos investir em informações, geografia, economia para melhor planejar a cidade”, defendeu.

    A candidata verde propôs a revolução educacional como a principal política social de sua plataforma de governo. “Estamos qualificando muitos profissionais para a indústria do petróleo, mas estamos defasados em outras áreas. Hoje, um terço dos trabalhadores são analfabetos. Qualificando a mão de obra para as novas vocações econômicas do Rio, como a informática e a indústria criativa, vamos atrair empresas e gerar novos e melhores empregos”, acredita.

    O Rio de Janeiro precisa de uma agência metropolitana para ontem!