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Esgoto a céu aberto no Pavão-Pavãozinho pede choque sanitário

  • Qui, 30 de Agosto de 2012 17:15
  • A candidata do PV a prefeita do Rio, Aspásia Camargo, fez caminhada na comunidade Pavão-Pavãozinho, seguida de corpo a corpo pela Rua Nossa Senhora de Copacabana, na manhã desta quinta-feira, dia 30 de agosto. Aspásia se deparou com o esgoto escorrendo pela ladeira do Pavão-Pavãozinho.

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    O comerciante Marcos dos Santos Mendonça, que inaugurou uma loja por lá, contou que toda a comunidade sofre com a falta de saneamento. “Como vocês estão vendo, escorre esgoto até em nossa rua principal. Imaginem como são as outras? Ninguém suporta mais conviver com esse cheiro forte”, revelou ele. “A cidade do Rio precisa de infraestrutura verde. Vamos municipalizar o saneamento criando uma Agência Carioca de Águas e cumprir minha lei que garante o lixo zero no Rio, com coleta seletiva e reciclagem”, comprometeu-se Aspásia.

    No percurso, os moradores de Copacabana pediram reforço na segurança para o bairro, mais médicos para a UPA e também reclamaram da desordem no transporte e do engarrafamento constante.

    A candidata ouviu reivindicações dos fisioterapeutas

    À tarde, a candidata verde apresentou seu programa de governo no Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio (SINFITO-RJ). O público presente alertou que dos 14 mil profissionais capacitados do Rio, apenas 300 trabalham para o município. Eles reivindicaram aumento do número de profissionais na rede por concurso público e exigiram a inclusão da categoria nas clínicas de família, nos hospitais e na rede básica do município. Aspásia prometeu, caso eleita, não olhar apenas para o médico, mas para todos os profissionais de saúde com a mesma atenção, como os fisioterapeutas e os enfermeiros.

    Os fisioterapeutas também criticaram as Organizações Sociais (OS). “As OS pagam mal, muitos ficam três meses sem receber e acabam se demitindo. Há uma alta rotatividade e a qualidade dos profissionais está caindo”, denunciou Nilton Rocha, diretor do SINFITO-RJ. Para Aspásia, a forma como as OS estão sendo aplicadas no Rio não corresponde ao modelo original. “O que ocorre hoje é que as OS são uma mera entrega, não tem conselho gestor, contrato de gestão nem prestação de contas, quando, na verdade, a secretaria de saúde deveria estar coordenando tudo isso”, avaliou a candidata verde. Segundo ela, “o segredo da qualidade de vida é apostar nas pessoas e nos serviços que o estado presta ao cidadão. Só obra por obra não leva a nada”.

    Esgoto a céu aberto no Pavão-Pavãozinho pede choque sanitário