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O Rio precisa de uma Agência de Águas e Saneamento Ambiental

  • Sex, 07 de Setembro de 2012 11:01
  • A candidata à prefeitura do Rio pelo Partido Verde, Aspásia Camargo, participou de um debate caloroso com os estudante da PUC e com os adversários Otávio Leite (PSDB) e Marcelo Freixo (PSOL).

    altAspásia enfatizou que a prioridade deve ser a educação e estimulou os jovens a terem vontade de mudar o futuro em um Rio que deve ser economicamente promissor. Fez também severas críticas à desordem da cidade, ressaltando a decadência da Guarda Municipal, que hoje é uma força de arrecadação por multas, arrancando aplausos da plateia. Perguntada novamente sobre iniciativas para livrar crianças e adolescentes do crack, destacou o descaso do Governo Federal com o tráfico de drogas e a negligência da prefeitura na vigilância e no controle do consumo: "O Rio está sendo omisso e Brasília criminosa", afirmou.

    Confira os melhores momentos!


    Meio Ambiente
    "O investimento em Meio Ambiente no Rio é perto de nada. A cidade tem que assumir a responsabilidade pelo saneamento. Cedae tinha que ser Ceda. Porque esgoto não existe nesta empresa.  Proponho uma Agência Carioca de Águas e Saneamento Ambiental", disse ela, em réplica a Otávio Leite.

     


    Cultura
    "Cultura é fomento, como disse Fernanda Montenegro. Sugiro a criação de um Plano Municipal de Cultura, assim como de um fundo e de um conselho municipal", respondeu ela em réplica a Marcelo Freixo, ressaltando ainda a dificuldade dos produtores culturais diante de pequenos editais; e dos artistas, que se aventuram em espetáculos de pouca duração, sem sustentabilidade.


    Transporte
    "Cidades  devem ser planejadas de forma sustentável e acabar com o monopólio do carro. Um Rio com 6 milhões de habitantes inserido numa Região Metropolitana de 12 milhões tem que ter transporte sobre trilhos. Prefeito tem que cobrar do Estado sua responsabilidade de financiamento e recorrer ao Governo Federal, como ao BNDES", respondeu ela a Marcelo Freixo.


    Choque de Ordem
    "Não dá para tratar ambulante como bandido, como a prefeitura faz com o Choque de Ordem, eles são empreenderes, inventivos, mesmo quando não têm escolaridade. O Rio tem tradição de rua. Sugiro mercados populares, como fez o Nordeste brasileiro. A existência do ambulante é o sintoma de uma cidade cheia de pobreza: 1/3 da mão de obra ativa no Rio não tem Ensino Fundamental completo. Agora, inventaram uma categoria especial de ambulante: o 'tolerado', que não é licenciado, mas pode trabalhar. São vítimas do fisiologismo político impregnado nesta cidade", disse Aspásia em resposta à Otávio Leite.

    O Rio precisa de uma Agência de Águas e Saneamento Ambiental