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Saúde: nas ruas, o eleitor reclama todo o tempo da rede municipal

  • Sáb, 15 de Setembro de 2012 16:28
  • A candidata à prefeitura do Rio pelo Partido Verde, Aspásia Camargo, andou pelas ruas do Grande Meier, Tijuca e Jacarepaguá em carro aberto acompanhada de correligionários.

    comesteves

    Fez corpo a corpo na Praça Saens Pena, acompanhada do deputado Alfredo Sirkis e de seu vice, Alfredo Piragibe,  e na Freguesia. Nos bairros por passou ouviu muitas reclamações sobre o sistema de saúde da cidade. Ouviu que é muito difícil saber para onde ir quando passa mal ou tem que fazer algum exame.

    O caso mais dramático registrado por Aspásia Camargo aconteceu no Engenho de Dentro. Ao passar naquele bairro parou para ouvir as pessoas que estavam na porta da UPA. Descobriu o sufoco que se encontra os familiares de  Wilson Robledo, de 47 anos, morador de Senador Camará e  internado naquela unidade de pronto atendimento desde terça-feira por não ter conseguido uma vaga em hospital do município. Sua acompanhante, Rose e seu irmão Jorge explicaram que há nove anos Wilson teve um AVC e de lá pra cá ele não conseguiu qualquer tipo de tratamento de reabilitação na rede pública. Agora,  Wilson teve outro, certamente, e receberá alta mesmo sem fazer os exames necessários e sem ter condições de se recuperar em casa. ".

    A pior coisa é não saber para onde levar uma pessoa que esteja passando mal. Não sei como funciona a rede de saúde do município”, desabafou Rose. Para Aspásia, esse desabafo de Rose é o retrato fiel do sistema que carece de informações pra os usuários. Falta uma central de regulação eficiente que reúna dados sobre vagas e serviços oferecidos por cada  unidade de saúde das esferas  federal, estadual e municipal. O prefeito tem que garantir o bom atendimento hospitalar. Não é possivel ver as pessoas correndo de um lado para outro, muitas vezes cruzando a cidade inteira para ser atendido, criticou a candidata verde.

    Iolete Nascimento Lima, outra parente de Wilson Robledo, também está sofrendo com a falta de atendimento. Ela  quebrou o pé em julho deste ano, retirou o gesso e não conseguiu fazer até agora as necessárias sessões de fisioterapia. A primeira sessão foi marcada para o dia  19 de novembro. Meu pé incha muito e dói, queixou-se. 



    baiana

     

    Elisete, a baiana do Acarajé da Praça Saens,  também reclamou. Ela quer que seja instalada em Curicica, bairro onde reside, mais uma unidade de atendimento. Uma só não dá para atender os mais de 300 mil habitantes, avaliou.

    Saúde: nas ruas, o eleitor reclama todo o tempo da rede municipal