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Até quando vai durar o caos na Pavuna?

  • Qui, 10 de Janeiro de 2013 19:08
  • Cadê o terminal rodoviário da Pavuna? O jornal O Dia de 8 de janeiro faz essa pergunta, que tão cedo não vai calar. Afinal, a prefeitura demoliu o terminal no início do ano passado com a promessa de reconstruí-lo e até agora nada.

    “Estivemos no local durante a campanha eleitoral e o que vimos foi uma frota de ônibus estacionada perto de um rio que mais parece um esgoto a céu aberto. Conversamos com os motoristas, que nos contaram sobre suas condições de trabalho precárias”, disse a deputada Aspásia Camargo, que realizou inúmeras vistorias no local, antes da demolição.

     

     

    A primeira visita aconteceu durante a CPI da Desordem Urbana, em 2008, quando Aspásia ainda estava na Câmara de Vereadores. “O Terminal Rodoviário da Pavuna poderia ser o símbolo do caos que dominou o bairro, um dos mais pobres do Rio de Janeiro”, diagnosticou a parlamentar.

     

    A última vistoria aconteceu em 2010, quando, no final de seu período de vereança, Aspásia revisitou os pontos de desordem urbana mais graves, entre os apontados pela CPI.  Conversando com os passageiros, ela pôde identificar que novos depoimentos contavam velhos problemas.

     

     

    “O terminal estava se degradando ainda mais com o passar do tempo: excesso de kombis, fluxo intenso de ônibus e condições precárias tanto dos veículos como da estrutura da rodoviária. Passageiros e funcionários reclamavam do caos sonoro, alagamentos, buracos, lamaçal e muita violência, principalmente à noite. Fora o lixo e os moradores de rua que se apropriaram do local. E quem tinha que pegar o ônibus para ir trabalhar era obrigado a conviver com tudo isso”, lembra a deputada, que enviou inúmeros ofícios ao Poder Executivo sobre os problemas do terminal.

     

     

    Em 2011, finalmente a prefeitura tomou a decisão de demolir a rodoviária. Mas não colocou nada no lugar. E agora o jornal O Dia confirma o novo diagnóstico da parlamentar, feito durante a campanha eleitoral: passageiros e motoristas continuam convivendo com o cheiro de esgoto do rio poluído, têm que “sair correndo” diante de alagamentos ocasionados pelas chuvas, sequer podem descansar, ou se alimentar apropriadamente. “A rodoviária saiu, e o caos ficou. Até quando este caos vai durar?”, questionou Aspásia.

    Até quando vai durar o caos na Pavuna?