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Deu no O Globo: Iphan preserva invasões no Jardim Botânico

  • Sáb, 30 de Março de 2013 07:11
  • Dois temas importantes relacionados ao Jardim Botânico estão sendo tratados pelo jornal O Globo neste sábado, 30 de março: o primeiro, é que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) propõe manter 316 casas da Comunidade do Horto no parque. Tal estudo já está nas mãos do Ministério do Meio Ambiente. Os que terão que deixar a área podem ser  realocados. Quem sabe uma área prestes a ficar disponível é a solução.

    O segundo importante tema tratado é a possível  troca do presidente do Jardim Botânico, Liszt Vieira, por Samyra Crespo. A candidata ao cargo trabalha na área ambiental há 22 anos.

     

    Leia a integra da matéria.

     

     

    A saída de Liszt - Depoimentos retirados da matéria jornalística


    destaque_alvarodiasEm entrevista ao O Globo, Aspásia Camargo, deputada estadual do Partido Verde e presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj,  diz que Liszt sai consagrado do Jardim Botânico, inclusive com o prêmio que ganhou esta semana (o Prêmio Faz Diferença, do O Globo). Ele fez um trabalho sério de defesa do patrimônio ambiental do Jardim Botânico e terá sempre a gratidão dos cariocas e minha pessoal.  A parlamentar verde  conhece o trabalho da possível nova presidente. “A Samyra é muito comprometida com o meio ambiente e muito experiente. Tenho certeza de que ela vai dar continuidade a essa proteção ao patrimônio do Jardim Botânico. Ela tem desafios pela frente, porque o trabalho lá não está terminado. Foi uma negociação dura (a remoção das moradias). A proposta do Iphan de liberar metade do jardim ainda precisa de algumas revisões. Algumas áreas são vitais para o Jardim Botânico”, avaliou.
    Segundo Aspásia, o nome de Samyra Crespo vem sendo cogitado para a presidência do Jardim Botânico há muito tempo. “O nome dela já estava sendo discutido como prioridade há algum tempo. Não é novidade. Não tinha outro nome. Espero que seja ela. Ela é do Rio, conhece bem a questão. Acho que tem a visão ambiental e social do problema. E a sociedade irá acompanhar. Teremos sempre o Liszt como referência. Ele sempre defendeu a causa com muita coragem e determinação”, concluiu.


    destaque_alvarodiasFernando Gabeira questionou se a saída de Liszt foi motivada por sua luta para remover as moradias do interior do parque. “ Acompanhei a batalha do Liszt em relação aos invasores do Jardim Botânico. Espero que a saída dele não seja por causa disso, que esse afastamento não ocorra para facilitar uma solução diferente daquela defendida pelos ambientalistas que trabalham com a Mata Atlântica. Não sei ainda como isso vai ser resolvido, qual será a posição da Samyra. Mas a posição dele buscando a integridade do parque me pareceu algo digno de ser apoiado.

     

    destaque_alvarodiasO deputado  Alfredo Sirkis (PV) se disse preocupado com a substituição.   “Isso pode estar ligado ao enfraquecimento da posição defendida pelo Liszt. Não sei as circunstâncias que levaram a esse fato, mas sou solidário ao Liszt pelo que ele defendeu no parque. Se for uma demissão, se não foi ele que solicitou sair, sou contrário e acho um retrocesso terrível. O deputado lembrou que, em 2006, quando era secretário municipal de Urbanismo, fez uma proposta de reassentamento das famílias em locais próximos, nas bordas do parque. Segundo ele, na época a proposta foi aceita tanto pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) quanto pelos moradores, que, depois, mudaram de ideia e passaram a defender a criação de uma Área de Especial Interesse Social no local onde vivem. Para Sirkis, sua proposta era ideal porque retirava "os assentados de áreas sensíveis do parque, realocando-os em local próximo, sem perturbar a vida deles.”

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    Deu no O Globo:  Iphan preserva invasões no Jardim Botânico