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Conferência da Unale

  • Seg, 27 de Maio de 2013 10:52
  • A economia brasileira vive deterioração preocupante, generalizada e gradual.


    Quem deu nome aos bois foi a jornalista Cristiana Lobo, conferencista convidada, na Conferência da Unale,  na semana passada, em Recife. “Estamos mediocremente mal em todas as áreas que, somadas, criam um quadro preocupante”, disse ela.

     


    Esta é a verdadeira natureza da crise brasileira, visto que a situação nem é tão grave que abale os 63% de preferência da presidente Dilma, nem tão inofensiva que nos deixe dormir tranquilos. A inflação não é galopante, mas ultrapassou a meta desde que o compromisso foi assumido. Os investimentos  que deveriam ser de R$150 bilhões por ano, para tocar a economia, estão em R$17 bi. O PIB, que deveria ter crescido em 2012, ficou estagnado. E, neste ano, os sinais demonstram que o crescimento não irá além de 2% a 3%. Os déficits comerciais aumentam. O Mercosul se deteriora com a formação do Bloco do Pacifico, formado pelo México, Colômbia, Peru e Chile. Enquanto o Brasil fica com a Argentina e com a frágil Venezuela  -  ambas importando, cada vez mais, da China.


    Ponto positivo: a vitória do Brasil na Organização Mundial do Comércio. Faço votos de que isso signifique um ganho verdadeiro para o Brasil e não apenas para o comércio mundial. No debate com o governador Eduardo Campos, durante a Conferência da Unale, eu chamei atenção de que o mais inquietante na economia brasileira é a pressão inflacionária que se cria com a economia em queda de produtividade. Portanto, com baixa capacidade de competir no comércio exterior e com pleno emprego (empregos de baixa qualificação).


    Essa combinação é explosiva e é a fonte propulsora da inflação. Essa foi a BRILHANTE análise que um ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, fez, em entrevista à Folha de São Paulo. Segundo ele, isso é mais importante do que qualquer medida setorial como, por exemplo, aumentar juros, que não resolve a questão. Por que falar disso neste momento? Bom, como dizia James Carville, assessor econômico de Bill Clinton, na década de 90: “É a economia, estúpido!”.

    Conferência da Unale