• PDF
  • Imprimir

Aspásia participa da Revoada do Saneamento

  • Seg, 17 de Fevereiro de 2014 17:33
  • revoada-aspasia-site

    Regata por uma Baía de Guanabara limpa até 2016 mobilizou mais de 70 barcos.

    revoada02-lars-siteExistem projetos. Existe dinheiro. Mas falta vergonha na cara! Esse foi o tom da grande ação náutica que os velejadores do Rio de Janeiro fizeram no último dia 16 de fevereiro, domingo, em parceria com o Instituto Trata Brasil, para cobrar o compromisso olímpico de despoluir 80% da Baía de Guanabara. Nas vésperas das Olimpíadas, a vergonhosa quantidade de lixo e esgoto nas raias da Vela ganhou repercussão internacional. E, nos bastidores do esporte, já existe uma mobilização para transferir as competições para Búzios. A deputada Aspásia Camargo, presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa, participou da regata.

    "Fizemos uma verdadeira gritaria na Baía de Guanabara para dizer o que todos os cariocas e os fluminenses têm no coração, de que nós não podemos fazer as competições de Vela nas Olimpíadas em meio ao lixo, ao coco e tantas outras coisas que se resolve com saneamento", disse a parlamentar, que embarcou na regata com uma campanha em torno da limpeza da Enseada de Botafogo, tema das camisetas que os tripulantes de seu barco usavam.

     

    Despoluição da Baía foi fracasse até agora

    A primeira tentativa de despoluir a Baía de Guanabara começou em 1995, com o Plano de Despoluição da Baía de Guanabara, o PDBG, que gastou R$2 bilhões, construiu estações de tratamento de esgoto praticamente inutilizáveis e terminou em CPI na Assembleia Legislativa. Recentemente, o Governo do Estado lançou o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam), que dispõe de iniciativas que, para Aspásia, formam uma colcha de retalhos.

    revoada02-moscatelli-siteEm 2012, a parlamentar ouviu a Secretaria de Ambiente na Alerj e, na ocasião, o coordenador do programa, Gelson Serva, afirmou que o Psam vai dar destino adequado a 3.750 litros de esgoto despejados na Baía por segundo. Cerca de outros cinco mil já são tratados pela infraestrutura do Governo do Estado, através da Cedae. No entanto, na época, a Baía estava recebendo 20 mil litros de esgoto por segundo e, apesar dos questionamentos feitos por Aspásia, que havia pedido previamente, ainda, requerimentos de informações, a audiência pública terminou com um mistério: quem vai cuidar de mais da metade do esgoto produzido pelos 8,3 milhões de pessoas das áreas de bacias hidrográficas conectadas à Baía?

    Dois anos já se passaram e, no site do Governo do Estado, vê-se a mesma descrição do Psam, como o processo que vai sanear 80% da Baía até as Olimpíadas. E, em suas águas, vê-se a mesma quantidade assustadora de resíduos sólidos, além dos índices altos e quase permanentes de poluição na Enseada de Botafogo.

    "Com a diferença de que o assunto, agora, não sai da imprensa internacional e as cobranças ganharam força, pondo em cheque, inclusive, a credibilidade da cidade do Rio de Janeiro e de sua capacidade de realizar os jogos olímpicos. Ainda mais se considerarmos que outro palco das competições, o complexo lagunar da Barra e de Jacarepaguá, também continua chafurdando em esgoto", complementou a deputada.

    Legendas:

    Revoada do Saneamento: biólogo Mário Moscatelli

    Revoada do Saneamento: Lars Grael

    Aspásia participa da Revoada do Saneamento