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Comenda para a ciência e desenvolvimento regional

  • Seg, 02 de Junho de 2014 16:04
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    Aspásia concede título de cidadão do estado do Rio de Janeiro ao professor Francisco Esteves, diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé.

    A deputada Aspásia Camargo concedeu o Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao professor Francisco Assis Esteves, cientista voltado à liminologia - ciência das águas interiores - e diretor do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem), uma braço da Universidade Federal do Rio de Janeiro dedicado ao desenvolvimento local.

    destaque-interna-aspasia-estevesPartiu de Francisco a ideia de levar a UFRJ para o interior do estado, considerando a prosperidade econômica deste trecho. O professor enfrentou inúmeras resistências iniciais e, hoje, a unidade já conta com 10.500 alunos. Durante a cerimônia, no último dia 30 de maio, no Fundão, Francisco recebeu inúmeros reconhecimentos, como o de ser um cientista brilhante e uma grande liderança política, cujos esforços estão focados na universidade.

    O auditório, lotado, estava repleto de representantes importantes da academia, amigos e familiares. Na mesa, estavam Luiz Fernando Guida, representando o prefeito de Macaé, Dr. Aloísio; a professora Maria Fernandes Quintela da Costa Nunes, e a representante do vice-reitor da UFRJ, a professora Maria Antonieta.

    Durante a solenidade, Luiz Fernando Guida comunicou a decisão da prefeitura de doar uma área, antes entregue à especulação imobiliária, para a expansão física da unidade. A professora Maria Fernanda enfatizou que o projeto ultrapassa o ensino puro e simples, para ser um pólo de pesquisa e desenvolvimento sustentável para a região.

    A deputada Aspásia Camargo destacou um aspecto importante da carreira de Francisco Esteves: a sua especialização em limnologia, ciência voltada ao estudo das águas interiores - lagoas, lagos, reservatórios, riachos, entre outros. A parlamentar é presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj que está voltada para a preservação de todo o ciclo da água,

    Francisco Esteves, por fim, contou sua trajetória - de estudante a professor; lembrou como foi a decisão de levar a UFRJ para Macaé e as reações contrárias inicias; e fez uma provocação sobre a atual conjuntura de protestos. "Na época da ditadura, íamos para a rua lutar contra o Regime Militar, na época do Governo Collor, íamos para a rua lutar contra o presidente Collor. Mas e agora? Lutamos contra o quê? Estamos indo para a rua lutar contra qualquer coisa", colocou ele.

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