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Bondinho que não sai do lugar

  • Sáb, 02 de Agosto de 2014 11:13
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    Santa Teresa sofre com atrasos nas obras, quer providências e teme pela "turistificação" do principal meio de transporte do bairro.

    A deputada Aspásia Camargo esteve no último dia 30 de julho, quarta-feira, em Santa Teresa, onde foi recebida pela Associação de Amigos e Moradores do bairro, a Amast. De acordo com a liderança local Jacques Schwarzstein, o atraso das obras do bonde que, pelo ritmo, podem chegar a cinco anos, tem causado "incontáveis transtornos". "É o momento da secretaria de Obras entrar em cena. Santa Teresa precisa e quer dialogar", disse Aspásia, que se comprometeu a abrir este canal com o Executivo. A frota que está sendo produzida prevê 14 novos bondes em circulação.

    Atrasos

    O receio dos moradores é de que as obras sequer sejam concluídas e que o trecho recuperado termine na Praça Odilo Costa Neto, um pouco acima do Hotel Santa Teresa, o que faria do bondinho um equipamento reservado ao turismo. Schwarzstein explicou que o contrato em vigor prevê a finalização da troca de trilhos e das vias aéreas/elétricas em no máximo 12 meses. "Passados nove meses, verificamos que o Consórcio encarregado da empreitada conseguiu finalizar, no melhor dos casos, dois mil metros do total de dezoito", detalhou ele. Feito o cálculo, esses números levam a uma estimativa de cinco anos de obras.

    "Verificamos ainda que, no trecho já finalizado, houve o afogamento do meio fio ao longo dos novos trilhos. Trata-se de um problema grave que não pode ser ignorado, como está sendo, pela Central, empresa responsável pela supervisão dos trabalhos, e pelo próprio Governo Estadual", acrescentou ele.

    Dúvidas quanto à vocação do sistema

    Os moradores temem também pela privatização do sistema e pelo que eles chamam de "turistificação" e encarecimento das tarifas do aparelho que lhes serve como meio de transporte. Eles pedem também – e com urgência, a elaboração de um plano de transporte público que dê conta das demandas do bairro. "Temos aqui um grande grupo de comunidades de baixo poder aquisitivo. Santa Teresa tem características peculiares e necessita de uma lógica de planejamento diferenciada", salientou Schwarzstein.

    Bondinho que não sai do lugar