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O que fazer para evitar a falta d'agua no rio Paraíba do Sul?

  • Qua, 26 de Novembro de 2014 23:51
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    Este foi o tema da Audiência Pública promovida pela Deputada Aspásia Camargo.

    Foi promovida pela Deputada Estadual, Aspásia Camargo, na última terça-feira, uma Audiência Pública para discutir e debater sobre o plano Estadual de Recursos Hídricos. O objetivo do encontro foi identificar os principais problemas das questões da falta d'água em todo o Estado.

    O encontro aconteceu na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e contou com representantes do Ministério Público, secretarias municipais do meio ambiente, SEA, CREA-RJ, UFF, UFRJ, Agenersa, CEBDS, SPU, GATE Ambiental, Trata Brasil, INEA, PSAM, DPMA, Ecohouse e Instituto Brasil PNUMA.

    O Estado padece de déficit hídrico, aproximadamente 75% da população é atingida por falta de lugar apropriado para captação, principalmente a Região Metropolitana. Todos os rios em área urbana e rural estão em péssimas condições ambientais. "Precisamos pensar em soluções para o acompanhamento e mensuração contínua do recurso, que é importante para o desenvolvimento econômico e também é nossa fonte de vida. disse Aspásia Camargo.

    Durante o encontro, o INEA anunciou investir R$ 16 bilhões, até 2030, nos programas estabelecidos no Plano Estadual de Recursos Hídricos, e enfatizou que, destinará parte do dinheiro à coleta e tratamento de esgoto.

    O Rio Paraíba do Sul alimenta de água 58 municípios ao longo de seu curso, e 9 na Região Metropolitana. Sua gestão está comprometida não apenas pela violência da estiagem (que tem vários componentes), mas também por inexistência de uma gestão integrada de bacias hidrográficas e de plano de contingência. Falta saneamento básico, proteção das nascentes em fundo de vales, mananciais e áreas de recargas.

    A representante do INEA, Moema Acselrad, revelou que está prevista a construção de uma barragem no rio Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu. "Identificamos esse projeto como a alternativa mais viável para solucionar a falta d'água que atinge a região de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, além do próprio município de Macacu. Mais de dois milhões de pessoas serão beneficiadas", explicou a gerente de Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

    É preciso ações para reciclagem de água, tanto para reuso de água cinza, como para reposição nos mananciais. Aspásia Camargo, afirmou que a principal razão da diminuição crescente de água disponível é a irresponsabilidade humana. "Já desmatamos e poluímos 80% da Bacia do Rio Paraíba do Sul, e estamos fazendo a mesma coisa com a Baía de Guanabara, frisou a deputada.

    "É fundamental discutir esse assunto mais vezes, precisamos impedir que as graves secas se tornem mais freqüentes". A parlamentar garantiu que a comissão irá acompanhar de perto a execução do Plano Estadual. Finalizou a parlamentar Aspásia Camargo.

    O que fazer para evitar a falta d'agua no rio Paraíba do Sul?