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Saneamento Ambiental: a Baía é só o começo

  • Qua, 16 de Fevereiro de 2011 07:31
  • No último dia 15 de fevereiro, terça-feira, foi instalada a Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa e os desafios para esse grupo são grandes. A começar pela contribuição direta em um compromisso histórico que acabou se tornando uma meta obrigatória para as Olimpíadas de 2016: a despoluição da Baía de Guanabara e do sistema lagunar da Barra da Tijuca


    “Essas foram promessas de campanha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os jogos e entram em nossa lista de prioridades”, explicou, em discurso, a deputada Aspásia Camargo, que assumiu a presidência da comissão.

    destaque_bahia_internaA parlamentar disse ainda que a palavra de ordem em sua conduta será empenho, pois a situação do estado do Rio de Janeiro na área de saneamento é quase que de abandono.  Mas segundo ela, existem sinais de mudanças positivas nos padrões de gestão para o setor.  “É a primeira vez, em 30 anos, que temos perspectivas de contar com recursos federais para a área. Vivemos um momento extraordinário e devemos tirar o maior proveito possível dele para reverter o déficit colossal do estado com o saneamento”, completou.

    Para Aspásia Camargo, é fundamental ainda acompanhar o trabalho da Cedae, cujo rendimento é insatisfatório tanto no abastecimento de água, quanto no tratamento de esgoto. Assim como intervir na Bacia do Rio Paraíba do Sul, que pode vir a sofrer uma transposição - projeto do governo de São Paulo para abastecer a região metropolitana da capital, Campinas e a Baixada Santista. Ela ressaltou ainda a necessidade de intervenção na Zona Oeste da capital, cujo esgotamento é precário. 

     


    Cumprimento de missões institucionais exigem ousadia

    As atribuições da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj  incluem o monitoramento de programas governamentais relacionados a recursos hídricos ou o acompanhamento da prestação de serviços de abastecimento de água e esgoto sanitário. Mas incluem também a elaboração, coordenação e execução direta de programas e projetos; desenvolvimento de ações educativas que mostrem às autoridades e à população que a água é um bem precioso e que deve ser preservado; estímulo a ações e sugestões da sociedade civil; desenvolvimento  de estudos relacionados à despoluição de rios, lagos, lagoas, baías e praias, entre outros.

    “A agenda é extensa e exige ousadia e objetividade. Historicamente, o Poder Legislativo está se comportando muito aquém do que se espera em uma democracia. Eu sou a favor de sua valorização, capacitação e empoderamento para realmente cumprirmos os deveres atribuídos por esse regimento”,  finalizou  Aspásia.

    Os demais integrantes da comissão são a vice-presidente Lucinha (PSDB), Samuquinha (PR), André Ceciliano (PT) e Luiz Martins (PDT). Na suplência, Bernardo Rossi (PMDB), Comte Bittencourt (PPS), Rafael do Gordo (PSB), Rosângela Gomes (PRB) e Zaqueu Teixeira (PT).

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