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Dia Mundial da Água: região metropolitana do Rio não tem o que comemorar

  • Ter, 22 de Março de 2011 04:34
  • No dia 22 de março, em que é comemorado o Dia Mundial da Água, o clima é de luto: os rios da região metropolitana do Rio de Janeiro estão mortos. A constatação foi feita pela deputada Aspásia Camargo e pelo biólogo Mário Moscatelli que, no dia 21 de março, segunda-feira, sobrevoaram de helicóptero o sistema lagunar da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Vargem Grande e Pequena; e a Baía de Guanabara. 

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    Os rios contribuintes da Baía de Guanabara viraram um grande esgoto a céu aberto, com apenas quatro exceções que estão em locais ainda não habitados. “Seja por classes ricas ou pobres, onde há ocupação as águas dos rios chegam a parar, de tanto esgoto”, relata.


    Incursão náutica

    Dentro desse espírito é que a deputada Aspásia Camargo vai realizar hoje (terça-feira) uma expedição de barco com jornalistas pelo Rio Meriti, às 15 horas, com saída pelo Iate Clube de Ramos. A intenção é mostrar que as águas do Rio precisam de ajuda das autoridades e da população para que se mantenham com vida.

    O importante Rio Meriti foi navegável até o século XIX. Com o tempo, ele foi ficando assoreado e passou a receber esgoto in natura em toda sua extensão. Mas esse mesmo rio dá sinais de que pode ser recuperado. De um lado do Rio Meriti pode visto uma quantidade impressionante  lixo e todo tipo de detritos jogados ali pelos moradores daquela área. Do outro, um manguezal está se fortalecendo, dando provas de que ainda pode ser recuperado e beneficiar economicamente os que habitam naquela região, seja pela pesca ou pelo transporte rápido e sustentável.

    “Um de nossos objetivos é chamar atenção do governo e da sociedade para a situação de calamidade dos rios e lagos da região metropolitana. E também para o fato de que se gastou mais do dobro que estava previsto para a despoluição deste sistema e não alcançamos nem a metade dos resultados”, constata a deputada.

    Dia Mundial da Água: região metropolitana do Rio não tem o que comemorar