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O Galo Cantou: da comunidade às livrarias

  • Qua, 21 de Dezembro de 2011 03:33
  • O processo de regularização fundiária da comunidade do Cantagalo foi contado nas páginas do livro Galo Cantou!, de Paulo Rabelo de Castro, presidente do Instituto Atlântico, com co-autoria da deputada Aspásia Camargo. O lançamento da publicação ocorreu no último dia 20 de dezembro, na Livraria da Travessa do Leblon. A noite de autógrafos foi antecedida por um debate de peso entre o jornalista Merval Pereira, o presidente da Associação de Moradores, Bezerra da Silva, a presidente do Projeto de Segurança de Ipanema, Maria Inez Magalhães, e os autores da obra.

    galocantou

    Para a deputada, que é vizinha “de janela”, como diz, do Cantagalo, esse livro não é apenas um relato etnográfico de uma experiência feita por lá.  É também uma reflexão importante sobre o destino da cidade. “Falo ainda de algo que considero muito importante para o encaminhamento político dos nossos problemas: a visão de uma plena vivência das relações de vizinhança. O mundo dito desenvolvido vive o individualismo. A favela oferece relações humanas calorosas”, disse ela, que acredita na influência das comunidades sobre o espírito do município do Rio de Janeiro.

    Aspásia criticou a ausência de políticas públicas mais abrangentes para construção de casas populares, falou da especulação imobiliária em espaços mais carentes, e lembrou a infra-estrutura precária e ineficiência dos serviços públicos que permanecem. “Uma questão ainda mais polêmica: é quase proibido falar de regularização fundiária na política brasileira. Há um tabu de que não se deve regularizar para não estimular a desordem. Os processos são lentíssimos, quase bloqueados. A questão é que o político vive desse tipo de voto e a burocracia vive de conceder tais favores a conta-gotas”, declarou.

    O Galo Cantou: da comunidade às livrarias