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Aspásia na proteção ao Jardim Botânico

  • Dom, 15 de Julho de 2012 13:05
  • Abraço ao chafariz central teve o Hino Nacional cantado. Com um abraço simbólico ao Jardim Botânico, Aspásia Camargo, candidata à Prefeitura do Rio pelo Partido Verde, ao lado de seu vice, Alfredo Piragibe, defenderam na manhã desse domingo (15 de julho) a preservação das áreas tombadas do Parque.

    altCerca de 200 pessoas participaram do ato, realizado no Chafariz Central, organizado pela Associação de Moradores do Jardim Botânico (AMA-JB) e pelo Movimento SOS Jardim Botânico. A manifestação cobrou compromisso das autoridades para a valorização do parque e denunciou a ocupação predadora das suas terras e do seu entorno, já protegidos por várias leis.

     

    "O Jardim Botânico é o grande ícone da cidade que tornou-se patrimônio da humanidade pela UNESCO. Esse foi um ato de justiça histórica", declarou Aspásia, que alertou ao risco de perdermos o título conferido pela UNESCO caso as mais de 600 casas e vinte mansões construídas irregularmente sejam legalizadas onde estão. Em documento, a organização internacional solicitou que a situação de moradias irregulares seja resolvida no JB, assim como no Maciço da Pedra Branca e na Floresta da Tijuca.

     

    Segundo a candidata, “não podemos permitir ocupações irregulares e manobras políticas para proteger clãs e deputados que possam colocá-lo em risco. A regularização fundiária é uma bandeira que temos que perseguir. Políticos não gostam dela e se acomodam nas situações ilegais, a única solução que não pode acontecer é a ocupação ilegal. Políticos não têm que estimular essa ocupação.”

     

    Piragibe entrou na justiça contra ocupação irregular, quando presidia a AMA-JB. “Somos contra as casas que invadem a área do Parque, tanto às das famílias de baixa renda quanto às 26 construídas por um condomínio de luxo. O Ministério Público deu decisão favorável à permanência delas, alegando que a demolição causaria mais impacto ambiental do que a manutenção. A Associação recorreu”, contou ele alertando que as pessoas estão morando em área de risco, na borda do Rio dos Macacos e na borda da encosta. ”A situação não pode continuar irregular. Na chuva de abril de 2010, desceu até sofá no Parque. As paredes das casas pareciam ter sofrido um terremoto”, lembrou Piragibe.

     

    A advogada da AMA JB, Regina Carquejo, explicou que se forem legalizadas as moradias existentes, as áreas do JB e seu entorno sairão do manto de proteção do tombamento, que impede  a especulação imobiliária pois serão transformadas em propriedade particular. “A Associação deixa claro que não é contra a regularização fundiária, porém não aceitará que ela seja realizada dentro das áreas da União tombadas, tais como sítios, monumentos históricos, paisagísticos e florestas.”, anunciou Regina.

    Cresce ocupação irregular na área
    Hoje existem 621 casas construídas emalt áreas tombadas do Jardim Botânico, sendo 240 delas localizadas em áreas de risco. Há trinta anos eram 140 e esse número continua a crescer. Dois meses atrás, Piragibe, então presidente da AMA JB, consegui o embargo de duas obras - uma delas de ampliação da casa de Emília Santos, irmã do deputado Edson Santos (PT). “A prefeitura notificou a obra embargada, mas não veio demolir e ela acabou terminando a obra”, anunciou o candidato verde, deixando claro que essa é uma das bandeiras de sua campanha com Aspásia. Em 2005, o parque fez uma proposta de reassentamento desses moradores, mas esta não foi aceita.

     

    Posicionando-se contra a manifestação, um grupo que está sofrendo ações na justiça, liderado por Emília Santos, moradora das áreas tombadas e irmã do deputado Edson Santos (PT), reagiu com violência. Bandeiras, placas e cartazes do Movimento SOS Jardim Botânico foram quebrados e danificados.


    Preservação também no Leblon
    destaque_aspasia_15072012_interna01Após a manifestação, Aspásia seguiu para o Leblon, onde visitou as instalações do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM) no Leblon, que o governo do Estado do Rio tenta desativar. A candidata denunciou que o governador havia prometido fazer um parque e um centro cultural em homenagem à bossa nova no local, mas agora ele tenta vendê-lo para fazer caixa. "Nós achamos que esse espaço é um patrimônio público de grade importância para essa parte do Leblon, mas está abandonado e precisa ser revitalizado. Não podemos abrir mão de uma área verde em função de construções. A cidade precisa de espaços públicos que sejam prioritariamente dedicados a finalidades públicas", defendeu ela.

     

    Em seguida, a candidata foi à praia do Leblon, onde assinou o baixo-assinado contra a venda do Batalhão organizado pela Associação de Moradores do bairro, AMA Leblon e terminou a agenda do dia caminhando pela orla de Ipanema com o candidato a vereador pelo Partido Verde, Rogério Rocco.

    Aspásia na proteção ao Jardim Botânico