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Minha História

 

Eleita deputada estadual, em 2010, pelo Partido Verde (PV), foi presidente da Comissão Permanente de Saneamento Ambiental e da Comissão de Governança Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro e ainda membro da Comissão de Cultura, da Comissão Especial para Acompanhamento do fim dos Lixões, e da Comissão Especial para identificação das áreas contaminadas do Estado. Aspásia representou a Alerj na União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) como presidente da Comissão Especial do Pacto Federativo, discutiu a forma como municípios, estados e a união devem se relacionar.

A primeira fase do mandato de Aspásia foi voltada para o diagnóstico da situação do saneamento ambiental, especialmente, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, com a compilação de dados sobre tratamento e abastecimento de água; coleta e tratamento de esgoto; destinação final dos resíduos sólidos - com o acompanhamento e denúncias de lixões irregulares; e saúde dos corpos hídricos como a Baía de Guanabara, praias, rios e lagoas

Aspásia é autora da lei 6496/13 que regulamenta a divulgação das condições das águas e das areias das praias mais frequentadas do estado, obrigando o Poder Público a informar se elas estão próprias ou impróprias. Tramitam na Alerj dois importantes projetos de lei de sua autoria: o PL de Saneamento, que estabelece que o Governo do Estado deve atuar nas pontas do sistema (tratamento de água e de esgoto), deixando os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto para os municípios; e o PL do Mercúrio, que visa proibir a fabricação, o uso, a comercialização, a utilização, o armazenamento e o reparo de instrumentos que contenham mercúrio, entre eles os aparelhos de pressão e os termômetros analógicos.

Aspásia também combateu a proliferação da energia nuclear no estado e enfrentou as tragédias das chuvas, levando às autoridades locais o conceito de cidades resilientes e sustentáveis, com mais capacidade de respostas às catástrofes naturais. img Historico03

O segundo biênio do mandato começou com a reeleição de Aspásia para a presidência da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj e a vitória da parlamentar em uma luta antiga: a desocupação de regiões tombadas do Jardim Botânico, com a realocação digna de quem morava em áreas a serem reincorporadas ao parque. Aspásia esteve ainda envolvida numa batalha pela paisagem do Rio de Janeiro, que é protegida pelo Plano Diretor da cidade por emenda de sua autoria. Diante do anúncio da Companhia Docas de construir um atracadouro em formato de Y, que permitira a formação de um muro de seis navios em frente ao coração das revitalizações da área portuária do município, tapando obras importantes como o Museu do Amanhã, moveu ação judicial, suspendendo licenças e a assinatura do contrato com a empresa que executaria as obras. Por fim, impediu o início da construção do píer. Em 2013, a parlamentar verde abriu uma forte frente contra o uso indiscriminado de agrotóxicos na pouca agricultura que existe no Estado do Rio de Janeiro. Ela defende que o território fluminense tem vocação para a agricultura orgânica e familiar, que pode abastecer as mesas dos cidadãos, impulsionar uma indústria gastronômica sofisticada e até mesmo sustentar atividades turísticas.

Aspásia avança nas questões do federalismo brasileiro que gera distorções como a descapitalização dos municípios, a guerra fiscal entre estados e a dívida impagável desses entes com a União. Sobre as questões da Região Metropolitana, busca, através de instrumentos como governança e planejamento, resolver os gargalos gerados pela falta de integração entre os municípios que formam o Grande Rio, que sofrem por sérios problemas de habitação, transporte e saneamento - entre outros.  

Sua meta principal é a universalização do saneamento ambiental na cidade do Rio de Janeiro. Aspásia abraça também causa da despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos grandes patrimônios ambientais da cidade que há 15 anos convive só com promessas. No seu entender é hora de o Rio adotar políticas de coleta seletiva e reciclagem, com a implementação de tecnologias que transformam resíduos em energia e já vêm engatinhando mundo afora.

Contra as soluções paliativas que os governantes sempre adotaram para resolver situações graves como a poluição do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, Aspásia lamenta que o investimento em saneamento ambiental não tenha sido legado dos Jogos Olímpicos de 2016 e destaca esta como sua prioridade

 

Confira toda a atuação parlamentar de Aspásia na Alerj

 Campanha eleitoral

Aspásia foi candidata à prefeitura do Rio pelo PV, em 2012, e propôs um novo modelo de gestão da cidade baseado em princípios sustentáveis. Defendeu bandeiras que ganharam grande repercussão, como a municipalização dos serviços de saneamento.

Câmara dos vereadores

Aspásia foi vereadora da cidade do Rio de Janeiro por dois mandatos (2005/2008 e 2009/2010). É autora da Lei dos Resíduos Sólidos e daLei Aspásia Camargo de Mudanças Climáticas, que estabelece metas de redução de Gases de Efeito Estufa em 20%, até 2020. Presidiu a Comissão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Sustentável do Rio de Janeiro e a CPI da Desordem Urbana, cujo relatório final inspirou o Poder Executivo, já na gestão de Eduardo Paes, a criar uma Secretaria Especial de Ordem Pública. Foi também a relatora da CPI da Saúde.  

 

Confira toda a atuação de Aspásia como vereadora

Trajetória política

Antes de entrar para a vida parlamentar, Aspásia ocupou importantes posições nos executivos federal e estadual: foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Secretária Executiva do Ministério de Meio Ambiente (MMA) e Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Vida Acadêmica

Aspásia Camargo é professora de Sociologia e Ciências Políticas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) - da qual se licenciou para exercer a função de deputada estadual, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde criou o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) e o Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável (CIDS), órgão voltado para o estudo e a disseminação do conceito de desenvolvimento sustentável. Fez seu doutorado sobre "As Ligas Camponesas e o Movimento Camponês no Nordeste", na França, com o professor Alain Touraine.

 

Confira os livros e artigos publicados

livro licoes de mestreLições de Mestres - Entrevistas sobre globalização e desenvolvimento econômico
Aspásia Camargo tem uma participaçao com um belissimo texto ( O Futuro exige um (bom) roteiro). Da Associação Brasileira de Instituições Financeiras e Desenvolvimento. Orgnização de Andre Urani. Ano 1998 - Editora Campus.






img capalivro-artesdapolitica1Artes da Política – Diálogo com Amaral Peixoto
“A Universidade Federal Fluminense orgulha-se de se consorciar ao centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas nesta empreitada magnífica de perenizar em livro a vida pública de Ernani de Amaral Peixoto. Espectador privilegiado e construtor permanente da vida nacional, seu depoimento, organizado por Aspásia Camargo, Lúcia Hippolíto, Maria Celina Soares D´Araújo e Dora Flaksman, é fonte inspiradora para os novos tempos que almejamos”. José Raymundo Martins Romeo.


img capalivro-autoritarismoepopulismoAutoritarismo e Populismo – Bipolaridade no Sistema Político Brasileiro
Neste livro Aspásia Camargo fala sobre “O Estado e as Oligarquias”, o “Estado e Mobilização Política”, “Movimento Camponês e Crise Populista”, e “A Dinâmica da Bipolaridade Política”. Segundo Aspásia, “vagas de autoritarismo e de populismo têm assolado, em épocas sucessivas, o sistema político brasileiro. De fato, a estratégia bipolar das elites políticas para induzi-las a consolidar o poder de classes decadentes ou a congelar forças sociais emergentes – reforçando assim o Estado autoritário – ou então, paradoxalmente, atuar como propulsoras de mobilização popular, gerando surtos populistas”.

img capalivro-brasilportugal1Brasil Portugal – O Diálogo dos 500 Anos
Nesse livro Aspásia Camargo utiliza a data comemorativa dos 500 anos do “descobrimento” do Brasil como pretexto para uma incursão de Sociologia Histórica nas raízes da nacionalidade e no processo de construção do Estado Nacional e da identidade sócio-cultural brasileira. O marco histórico permitiu também uma análise comparativa dos dois países à luz da situação social, do modo cultural, da transição democrática e das mudanças recentes na ordem internacional e no processo produtivo.

O presente conjunto de textos é fruto de seminário realizado como parte dos eventos comemorativos dos 500 anos do descobrimento do Brasil, congregando sociólogos e antropólogos brasileiros e portugueses. Assim, optou-se por uma ordem de apresentação dos mesmos organizados por temas, correspondente à organização das mesas redondas quando da realização do evento, de 28 de setembro a 1º de outubro de 1999, abrigado pela Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, Pernambuco.

img capalivro-continuidadeemudancasContinuidade e Mudança no Brasil da Nova República
O texto escrito por Aspásia Camargo nesse livro surgiu de um seminário realizado por ela no Centro de Pesquisa e Documentação (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, em 1987, tendo como objetivo discutir o tema “Autoritarismo e Democracia”. Os artigos de Aspásia e de Eli Diniz, com quem divide o livro, são uma análise do atual processo de transição política a partir de uma dupla perspectiva, procurando captar suas dimensões sincrônica e diacrônica.



img capalivro-estadoparticipacaoEstado, Participação Política e Democracia
Aspásia Camargo escreve sobre o tema “Carisma e Personalidade Política: Vargas, Da Conciliação ao Maquiavelismo”, texto apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Elites Políticas” III Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, realizado em Belo Horizonte, de 17 a 19 de outubro de 1979.





img capalivro-meioambientebrasilMeio Ambiente Brasil – Avanços e Obstáculos Pós-Rio 92
Nesse livro procurou-se reunir o maior número de informações atualizadas sobre as questões ambientais relevantes para o País, além de avaliar como o tratamento das mesmas evoluiu nos últimos anos, segundo as opiniões de mais de cinqüenta especialistas da Academia, setor empresarial, movimentos sociais e ONGs, em um amplo espectro que inclui trabalhadores rurais à grande indústria. A partir desse trabalho coletivo foi construída esta publicação baseada nos consensos e dissensos desse grupo tão diversos de atores sociais.


img capalivro-meioambienteMeio Ambiente no Século 21
Aspásia Camargo, Alfredo Sirkis, Leonardo Boff, Fernando Almeida e Fernando Gabeira, entre outros, falam sobre as questões ambientais nas suas áreas de conhecimento, para entender o universo socioambiental, conhecer suas pontencialidades e dificuldades e reconhecer-se nele, individual e coletivamente.





img capalivro-193711937 – O Golpe Silencioso
Obra de reconhecida competência da equipe do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, que alia fonte documental à interpretação histórica, O Golpe Silencioso relata um dos mais decisivos capítulos de nossa história política e constitui preciosa contribuição para estabelecer a ponte entre o Brasil do passado, já superado, e o Brasil do futuro, a ser construído.





img capalivro-ointelectualO Intelectual e o Político – Encontros com Afonso Arinos
Afonso Arinos é a mais viva emanação do congresso. De sua tribuna combateu sucessivos governos como líder da minoria. E quando a ordem legal, dilacerada, pedia posições exemplares para neutralizar a ação de um Executivo invasor e excludente. O Congresso respondeu à dureza do embate com as atitudes paradigmáticas de seus líderes. Afonso Arinos foi, sem dúvida, um deles.




img capalivro-oswaldoOswaldo Aranha – A Estrela da Revolução
O personagem Oswaldo Aranha desafia o leitor a múltiplas e desafiantes interpretações retratadas pela cientista política Aspásia Camargo, pelo embaixador e historiador João Hermes Pereira de Araújo e o economista Mario Henrique Simonsen.






adasdProblemas Brasileiros – O Novo Pacto Federativo
Nesse livro Aspásia Camargo fala sobre “O novo pacto federativo”, em reunião realizada em 18 de janeiro de 1995, na sala executiva da Fiesp/Ciesp. No texto, Aspásia afirma que “não será apenas com a mudança tópica ou setorial que se poderá encaminhar uma grande reforma, que mexa e balance estruturas muito mais antigas dos que essas que praticamente estão se dissolvendo e desarticulando diante de nossos olhos. Trata-se de uma engenharia política que vem do século XIX e que tem a ver com a própria filosofia que presidiu a criação do Estado brasileiro e que, na verdade, nunca foi desmontada, nem mesmo nos momentos em que o sistema pendeu para uma estrutura regionalizada ou mais descentralizada”.

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